Arquivo da categoria: Cultura

ATENÇÃO QUADRILHEIROS: Confiram o Edital para participar do IV Concurso de Quadrilhas Juninas no Município de São João

Inscrições serão via internet e estarão abertas nos dias 01 e 02 de Junho

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O evento se consagrou e já será o IV Concurso de Quadrilhas Juninas no Município de São João – PE, o festejo vem para se tornar referencia no Agreste Meridional e tem por finalidade incentivar a difusão da cultura popular, valorizando os festejos em especial de nosso cenário junino tão representativo em nossa região.

O evento acontecerá nos dias 30 de Junho e 01 de Julho de 2017 sempre iniciando às 18h30min na Quadra Poliesportiva da Escola João de Assis Moreno – PE. Creso Meneses, coordenador, enfatiza: “este concurso procura estabelecer através das quadrilhas juninas a paixão por nossa cultura nordestina, uma beleza que reflete em apresentações a busca pelas histórias, temas e tradições das festas juninas.”.

Confira o regulamento no Edital

Clique para fazer download >  IV CONCURSO DE QUADRILHAS SÃO JOÃO-PE 2017

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PROGRAMAÇÃO OFICIAL DO III FESTIVAL EXPON’ARTE EM SÃO JOÃO

O Festival acontece em sua terceira edição e com uma programação intensa.

A pré-abertura do III Festival ExpoN’arte será no dia 21 de novembro, sábado, com o I Torneio ExpoN’arte de Futsal, com 12 equipes participantes, a partir das 08h da amanhã, na quadra do colégio João de Assis Moreno.

A abertura oficial acontece no dia 26 de novembro, quinta-feira, na antiga estação ferroviária, centro de São João. O dia se dará da seguinte forma, durante todo o dia será expostos trabalhos de alunos do município e a tarde às 15h será o momento da população conhecer o projeto e as homenagens, a professora, cordelista, São-joanense Santina Izabel, que muito contribuiu e contribui com o município, contando com a presença de artistas e autoridades locais.

Será mais de 18 horas intensa de festa nos dois dias.

E no dia 28 de novembro, sábado, a festa começa a partir das 18h com as atrações:

Grupo de Dança Pop Styllus, Ronaldo Maia Voz e Violão, Sandoval Ferreira, Os Caras do Pagode, Alteração Vibrato, Hercinho e Os Cabra do Mato, Tendência ás Alturas e fechando com o Swing da Banda Oz Provoca’z

No dia 29 novembro, domingo, a festa continua a partir das 18h com:

Grupo Revolution, Grupo Pé na Roça & Cia, Associação dos Bacamarteiros, Os Jovens Velhos, Evandro Show, Brega do Wellington Barbosa, Andréia Braz e Forrozão das Antigas, Mourinha do Forró e fechando com ela que tem em sua marca o forró, a banda do Forrozão Mar&Sol.

O evento possibilita a participação de artistas da nossa terra a divulgar, mostrar seu trabalho, seu talento, é um modo incentivador a cultura local. Ressaltando que o projeto buscar trazer as mais diversas manifestações e trabalhos, onde disponibilizaremos espaços para os artistas que queiram expor e vender os seus produtos.

 

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Realização Interior Informa.

Biblioteca Municipal de Salgueiro é premiada pelo Ministério da Cultura

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A biblioteca pública municipal Francisco Augusto em Salgueiro, no Sertão Central, está entre os contemplados com o Prêmio de Boas Práticas do Ministério da Cultura, por conta do Projeto ‘Passeio Cultural – A biblioteca na Minha Rua’, criado pela prefeitura através da Secretaria de Cultura e Esportes.

A premiação é uma iniciativa do Ministério da Cultura (MinC) e da Secretaria do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB). O resultado foi publicado na última semana de novembro, no Diário Oficial da União (DOU).

Um dos objetivos do edital é conceder prêmios para cerca de 50 iniciativas reconhecidas como boas práticas, ou inovadoras, que vêm sendo aplicados em bibliotecas públicas, municipais e estaduais, a fim de promover ações sem andamento voltadas para a qualificação dos serviços oferecidos e a sustentabilidade desses equipamentos culturais.

O valor do prêmio é de R$ 32 mil para cada iniciativa selecionada. Em Pernambuco, foram premiadas a Biblioteca Francisco Augusto, sob a coordenação de Nivaneide da Silva Costa, e a Biblioteca Pública Estadual de Pernambuco, com o projeto ‘Caixa Estante’.

De acordo com Nivaneide, o projeto Passeio Cultural extrapola os limites do espaço da biblioteca e vai até os bairros da cidade promovendo a leitura e itinerante com as atividades realizadas como contação de histórias, empréstimo de livros, cineclube, teatro de fantoches, pintura de desenhos, oficina de produção literária e oficina de encadernação de livro no formato cartoneiro. (foto: Ascom PMS/divulgação)

SESC PE V Mostra Artes Cênicas Marcos Freitas‏

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O SESC-PE realiza a V Mostra de Artes Cênicas Marcos Freitas. São 13 dias de evento atendendo 05 cidades: Garanhuns, Brejão, Jupi, Jucati e São João. A programação conta com 09 espetáculos teatrais (rua e palco) totalizando 11 sessões, 08 apresentações de dança, 01 performance, 01 aula espetáculo com Marcos Freitas (homenageado), 01 exposição de arte (gravura) e 03 oficinas (Iluminação cênica (Eduardo Albergaria), Cavalo Marinho (Tainá Barreto) e Criação da Personagem com Marcos Freitas como facilitador).

20/10 Seg – 16h – Espetáculo FAUSTINO, UM FAUSTO NORDESTINO – Teatro de Rua – Grupo Cena da cidade de Lajedo, na praça de Eventos de SÃO JOÃO.

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Contatos SESC Garanhuns:
Josimar Araújo – Supervisão de Cultura Sesc Garanhuns
(87) 3761.2658 – Ramal 220 (87) 9961.5456/ 8109.6844

À disposição para mais informações,
Duvennie R. S. Pessôa
Produtora Cultural IMBURANA Produções
Jornalista DRT 6432/PE
Atriz Diretora Teatral DRT 3505/PE
(87) 9109.0327

ExpoN’arte Apoia: Em Junho aconteceu o 1° Concurso de Quadrilhas Juninas de São João

Quadrilhas - Blog Interior Informa

Aconteceu no dia 20 de Junho o 1º Concurso de Quadrilhas Juninas no Município. O evento contou com um grande público, que assistiram a grandes espetáculos juninos. Estiveram participando Quadrilhas de diversas cidades circunvizinhas do Agreste Meridional, o concurso teve a participação de oito grupos juninos.

Creso Meneses um dos coordenadores do respectivo evento agradeceu a todos frisando “Fiquei feliz em ter participado na promoção deste evento cultural, valorizando, resgatando e estimulando a nossa cultura nordestina.”

A classificação contou com cinco premiações, a vencedora foi a Quadrilha Os Filhos de Lampião, Cidade de Correntes; em 2° lugar a Lago Serrano, Cidade de Lagoa do Ouro; 3° Lugar a Quadrilha Junina Xamego na Roça, Cidade de Canhotinho; 4° lugar a Quadrilha Milharal, Cidade de São João; 5°lugar Quadrilha Luar do Sertão, Cidade de Brejão.

O evento promete ocorrer mais vezes, contou com a realização da Comissão de Cultura, Secretaria de Educação, Cultura e Desportos e Prefeitura de São João.

Quadrilhas - Blog Interior Informa

INSCRIÇÕES ABERTAS: Minc apóia iniciativa que premiará empreendedores criativos brasileiros

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O Prêmio Brasil Criativo, apoiado pelo Ministério da Cultura, vai reconhecer a importância de 22 atividades criativas brasileiras, revelando o talento de atores, músicos, estilistas, artesãos, designers, entre outros. A premiação abrange cinco campos de interesse da economia criativa: criações culturais e funcionais, audiovisual e literatura, patrimônios, artes de espetáculo e expressões culturais, além do prêmio de reconhecimento por trabalho consagrado.

Após a inscrição online, um grupo de 30 curadores fará a seleção dos trabalhos, em seguida haverá uma eleição por voto popular na internet. A seleção final será feita pelos especialistas que escolherão um trabalho de cada categoria. A cerimônia de premiação será realizada no dia 3 de dezembro, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. Os ganhadores receberão prêmio em dinheiro e 40 horas de capacitação em sua área para aprimorar e reconhecer seu empreendimento.

maiores informações acesse Minc

CINEMA NAS ESCOLAS: 6 filmes nacionais para trabalhar na sala de aula

CINEMA NAS ESCOLAS

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Especialista em audiovisual e educação faz a indicação de obras do cinema nacional que podem ser usadas na escola

Publicado em Porvir

Há cerca de um mês, a exibição mensal de filmes nacionais passou a ser obrigatória para as escolas da educação básica de todo o país. A determinação faz parte de uma nova regra que foi incluída na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). Para ajudar os professores, o Porvir separou uma lista com algumas obras do cinema nacional que podem ser utilizadas na sala de aula.

As indicações foram apresentadas por Cláudia Mogadouro, pesquisadora do Núcleo de Comunicação e Educação da USP. Todos os filmes inseridos na lista têm materiais de apoio e planos de aula que foram publicados pela pesquisadora no site Net Educação.

Confira os filmes indicados:

1.Tainá 3 – A Origem (Rosane Svartman)

O filme da conta a história da personagem Tainá, uma indiazinha que vive na Amazônia e parte para uma aventura em busca da mágica flecha azul, enviada por Tupã. O desafio faz parte de uma competição entre os garotos da aldeia para definir quem será o novo guerreiro da tribo. Mesmo sendo impedida de participar por ser menina, ela conta com a ajuda do avô e parte em busca da flecha.

A história pode ser um ótimo gancho para os estudantes conhecerem mais sobre a região da Amazônia, aprenderem sobre a cultura indígena e refletirem sobre a diversidade cultural do país. Além disso, o filme também abre a possiblidade de trabalhar conteúdos de educação ambiental, contemplando discussões sobre o consumo consciente.

Classificação: livre
Público alvo: ensino fundamental
Duração: 80 minutos

2. À Beira do Caminho (Breno Silveira)

O caminhoneiro João decide cruzar o Brasil para fugir de traumas do passado. Durante sua viagem, ele conhece Duda, um garoto órfão de mãe que decidiu procurar o pai. Enquanto os dois viajam, a amizade entre eles cria força. Apesar do drama, Duda é um menino cheio de vida que ajuda João a superar o seu passado.

O filme pode ser utilizado pelos professores para discutir sobre diferentes processos de urbanização no país e as novas configurações da família brasileira. As músicas do cantor Roberto Carlos também são outros elementos que estão presentes durante toda a obra. As cenas podem ajudar a refletir sobre a música popular brasileira e as suas influências no cotidiano.

Classificação: 14 anos
Público alvo: ensino médio
Duração: 90 minutos

3. A Máquina (João Falcão)

Com um roteiro alegórico, o filme conta a história de Antônio, um rapaz que mora em uma cidade chamada Nordestina, tão pequena que nem consta no mapa. Aos poucos, os habitantes do local começam a deixar a cidade para partir em busca do mundo. Quando a jovem Karina, por quem ele é apaixonado, decide ir embora, Antônio resolve construir uma máquina do tempo para ir até o futuro e trazer o mundo até ela.

Entre as cenas, os alunos podem ter contato com diversas manifestações da cultura popular nordestina. A história ajuda a refletir sobre o conceito do tempo e a construção do futuro. Outra possibilidade de trabalho é discutir com os estudantes as perspectivas de trabalho para brasileiros que moram longe dos grandes centro urbanos.

Classificação: livre
Público alvo: ensino médio
Duração: 90 minutos

4. Janela da Alma (João Jardim/Walter Carvalho)

O documentário apresenta pessoas com diferentes graus de deficiência visual e trata a relação que elas têm com a visão e o olhar. Diversas celebridades como o prêmio Nobel José Saramago e o músico Hermeto Paschoal fazem revelações sobre o significado de não ver em um mundo com o excesso de informações audiovisuais.

A obra pode ser utilizada pelo professor para trabalhar temas como deficiência, visão e o excesso de informações audiovisuais. O documentário também pode traçar um paralelo com a mito da caverna de Platão.

Classificação: livre
Público alvo: ensino médio
Duração: 73 minutos

5. Uma História de Amor e Fúria (Luiz Bolognesi)

A animação conta a história de amor de um herói imortal e Janaína. Passando por épocas históricas do Brasil, como a exploração portuguesa, a escravidão e a ditadura militar, o filme vai apresentando a trajetória do casal que sobrevive por todas essas fases. Além disso, a obra também apresenta uma projeção de futuro do país em 2096.

Entre os assuntos que podem ser trabalhados com os estudantes, estão a colonização portuguesa e a história do Brasil sob o ponto de vista dos dominados. Além disso, também é possível projetar problemas e soluções para o futuro.

Classificação: 12 anos
Público alvo: ensino médio
Duração: 74 minutos

6. Capitães da Areia (Cecília Amado)

Adaptação da obra de Jorge Amado, o filme conta a história dos adolescentes que vivem pelas ruas de Salvador, sem que ninguém possa cuidar deles. Liderados por Pedro Bala, os jovens formam um grupo chamado Capitães da Areia e vivem os sonhos e pesadelos de adolescentes.

O filme pode ser utilizado para trabalhar a disciplina de literatura, fazendo um paralelo com o livro. Outra possiblidade é criar reflexões sobre a adolescência e os amores da juventude.

Classificação: 16 anos
Público alvo: ensino médio
Duração: 96 minutos

Leia também:

> 7-dicas-de-como-levar-cinema-nacional-para-escola/20140715″>7 dicas de como levar o cinema nacional para escola

>> Experiências Educativas NET EDUCAÇÃO

Pernambuco é coisa de cinema

Longas-metragens pernambucanos guiam o turista-espectador por Recife e Olinda, esticam até o Litoral Sul e desembocam no Sertão profundo. Viaje junto

Cinema é uma viagem. Na sala escura, sem sair do lugar, o espectador pode se deslocar a países distantes, cidadelas desconhecidas, paisagens a serem desvendadas. Nos últimos anos, os cineastas pernambucanos têm se tornado os melhores guias dessas viagens. Filmes como O som ao redor (Kleber Mendonça Filho, 2012), Tatuagem (Hilton Lacerda, 2013) e Eles voltam (Marcelo Lordello, 2012) são alguns exemplos de longas-metragens que pegam o turista-espectador pela mão e apresentam facetas diversas do Recife, de Olinda e do Litoral Sul de Pernambuco, respectivamente.

Além desses, outros projetos já se posicionam no mercado cinematográfico de 2014. No último Festival de Paulínia, A história da eternidade, de Camilo Cavalcante, e Sangue azul, de Lírio Ferreira, abocanharam, juntos, sete prêmios, incluindo o de melhor filme para o primeiro. Na trama de Cavalcante, vamos até o Sertão pernambucano acompanhar a vida de três mulheres, com idades e desejos completamente diferentes. Em Sangue azul, nos deslocamos para o arquipélago de Fernando de Noronha, onde os personagens de Daniel de Oliveira e Caroline Abras têm contas a acertar, apesar do horizonte paradisíaco.

Entre os dias 8 e 16 de agosto, voltaremos ao Sertão na ocasião do Festival de Gramado, um dos mais tradicionais do país. Quem conduz a viagem é o cantor, compositor e músico Alceu Valença, estreando na direção de longas-metragens com A luneta do tempo. Na tela, circo, cordel e cangaço trabalham a imagem de um Nordeste mítico. Irandhir Santos e Hermila Guedes, medalhões do cinema pernambucano, vestem a indumentária de Lampião e Maria Bonita, com tudo que a licença poética permite. Filmado no Recife, o curta-metragem de Júlio Cavani, História natural, também representa o estado no festival.

Em setembro, é a vez de o Festival de Brasília dar as caras. Em sua 47ª edição, o mais antigo festival de cinema do Brasil traz em sua programação dois longas e dois curtas locais. Marcelo Pedroso comanda os 72 minutos de Brasil S/A, com imagens captadas na região do Vale do São Francisco, próximo de Petrolina, enquanto Gabriel Mascaro estreia em longas de ficção com Ventos de agosto, ultrapassando a fronteira de Pernambuco. O filme, assim como o curta Sem coração, de Nara Normande e Tião, que também integra a lista de selecionados, foi filmado na praia de Guaxuma, já no estado de Alagoas. Completa, ainda, a lista o curta Loja de répteis, de Pedro Severien.

Matéria do Pernambuco.com

Naufragando

Há dias que remo em alto mar, solitário a remar, no desejo de te encontrar, as águas a salgar as lembranças, lentas remadas, noites e dias a fio, e nas minhas orações, orações de quem ama, um único pensamento – te reencontrar, apesar de cansadas as remadas, não me faltaram ânimo, e no horizonte sempre a olhar como quem deixou algo além do horizonte; os dias passam e aquilo que quem ama e rema não deseja, nem ao menos pensa! Meu barco naufraga, além da força que me restou, que é mais fé, que física, algumas tábuas que me carregam com as esperanças ainda mais insistentes, porque ela só acaba quando o corpo perece, o desejo de te encontrar mantém os meus olhos abertos, mas o Mar é grande e quando chega a noite solitária, a única companhia que me segue o som produzido pelo mexer das águas, raro o barulho de um peixe; eu temo, porque é grande o desejo de te encontrar, não sei se o Mar será meu amigo, mesmo assim algo ele fará por mim, por que de repente o sonho que busco no horizonte de olhos abertos ou fechados, acordado ou dormindo o mar de mim pode tirar; algo que quando estava contigo sentia, mas nunca disse, está contigo me deixava mais perdido do que aqui em alto mar, aqui os dias são quentes, as noites são frias, o tempo é angustiante – seja noite ou seja dia, mas está contigo, apesar de perdido, nunca me sentira tão achado, os dias pareciam mais cintilantes, as noites vinham, e eu parecia dormir com os anjos e o tempo parecia ser em dias de primavera, você fez os dias brilharem mais pra mim, homens comuns ouvem músicas comuns, homens que amam ouvem músicas celestiais cantadas por querubins, algo que eu nem você podemos explicar! Tudo isso você me fez sentir, e o meu desejo, sonho dizer que ti amo, agora que estou em alto mar pressinto o perigo, sei que pelo menos isso o mar não me negara, até porque o mar entende os corações que amam, e ele levará essa garrafa com as palavras que deixei de falar! Que te amo. O Mar pode me levar, mas o meu coração é seu, antes mesmo dos meus olhos ir ao seu encontro, o meu coração já era seu, o mar me leva, eu levo comigo o teu abraço, porque nele eu encontrei repouso.

Edmilson Alves de melo.

Acessem o Blog de Edmilson “pra quem gosta de arte”, artista da nossa terra.

Blog Interior Informa.

PERNAMBUCANO DE CORAÇÃO: Ariano Suassuna deixará saudades

Luto

ariano

Escritor paraibano, radicado em Pernambuco, não resistiu a complicações de um AVC hemorrágico

O escritor Ariano Suassuna não resistiu a complicações de um AVC hemorrágico e faleceu nesta quarta-feira (23), aos 87 anos, no Recife. Paraibano, radicado em Pernambuco, o autor de Auto da Compadecida estava internado no Real Hospital Português, no bairro da Ilha do Leite, desde a segunda-feira (21). Ele sofreu uma parada cardíaca às 17h15, de acordo com comunicado da instituição.

Diário de Pernambuco: “A vida e a obra de Ariano Suassuna em especial”

O velório será realizado no Palácio do Campo das Princesas. De lá, o corpo segue em cortejo em carro do Corpo de Bombeiros até o Cemitério Morada da Paz, onde será enterrado.

Ariano não morreu só. Porque, como disse o próprio autor em uma das inúmeras entrevistas que concedeu: “quem gosta de ler não morre só”. E ler era uma paixão de Ariano desde pequenino. Assim como escrever. Foram 15 livros de romance e poesia, além de 18 espetáculos de teatro.

A última atividade pública do escritor foi na sexta-feira (18), quando concedeu uma aula-espetáculo no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), no Agreste. Na manhã do sábado (19), tirou fotos com fãs que participavam do evento.

“Não gosto da ideia de ter ‘medo de morrer’. Sou paraibano e não gosto de confessar que tenho medo (risos). Eu conheço a palavra ‘medo’, porque li no dicionário”, declarou Ariano em recente entrevista ao Correio Braziliense. Ariano deixa cinco filhos – Maria, Manoel, Isabel, Mariana e Ana – e a esposa, Zélia de Andrade Lima, com quem era casado desde 1957. O casal teve ainda outro filho, Joaquim, que cometeu suicídio em 2010.

VIDA
Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, na Paraíba, em 16 de junho de 1927, filho de Cássia Villar e João Suassuna. Após a Revolução de 1930, seu pai foi assassinado no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, no Sertão da Paraíba, onde morou até 1937.

O escritor de Romance d’A pedra do reino só veio ao Recife em 1942, para dar continuidade aos estudos e, posteriormente, ingressar na Faculdade de Direito. Depois de exercer a profissão de advogado por alguns anos, abandonou o ofício para ensinar estética na Universidade Federal de Pernambuco.

Depois de 38 anos, Ariano se aposentou e se dedicou a ministrar aulas-espetáculo, formato em que ele aproveitava para contar histórias, defender a cultura popular, fazer críticas e elogios. Com as apresentações, percorreu teatros, escolas, congressos e centros culturais do país inteiro, às vezes acompanhado de uma trupe de músicos e dançarinos, outras vezes sozinho.

Foi membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967); nomeado, pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970 o “Movimento Armorial”, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais.

Ariano foi secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998), membro da Academia Paraibana de Letras (APL/PB), Academia Pernambucana de Letras (APL/PE) e da Academia Brasileira de Letras (ABL). Em 2004, com o apoio da ABL, a Trinca Filmes produziu o documentário O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado. Era torcedor fanático do Sport Clube do Recife.

Assista a trecho de aula-espetáculo ministrada por Ariano em dezembro, quatro meses depois de ser internado devido a infarto e derrame

Parceria
Por muito tempo, Ariano teve um modo trágico de ver a vida, refletida nas suas primeiras obras. Depois que conheceu a companheira Zélia, em 1951, passou a ter uma visão menos dolorosa do mundo, o que abriu espaço para a veia cômica nos textos. Ariano conheceu Zélia quando tinha 17 anos, e ela 13, mas só viriam a namorar três anos depois.

“Foi um encontro fundamental para mim. Até o ano de 1951 eu só escrevia tragédia. Eu nunca tinha procurado canalizar para o teatro uma veia cômica que as pessoas da minha família normalmente têm. Os Suassuna, de modo geral, são bons contadores de história. Depois de conhecer Zélia e entrar no Teatro do Estudante foi que comecei a usar esta veia cômica. Eu acredito que o teatro e a arte, de um modo geral, me ajudaram com relação a isto, mas também não posso esquecer a colaboração da minha mulher”, afirmava, em 2005.

Veja as principais obras do autor:

LINHA TEMPO

1927 – Nasce em 16 de junho, no Palácio da Redenção, sede do governo da Paraíba. Filho de João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna e Rita de Cássia Dantas Villar, era o oitavo filho de uma família que teria, ao todo, nove herdeiros. Naquela época, a capital paraibana, atual João Pessoa, chamava-se Nossa Senhora das Neves. Então presidente do estado (hoje um governador), João Suassuna pensou em dar à criança o nome de Pedro, mas resolveu homenagear um santo que vivera séculos antes no Egito.

1945 – Três anos depois de se mudar de vez para o Recife, deixando a Taperoá da infância, Ariano Suassuna publica o primeiro poema: Noturno. No colégio Oswaldo Cruz, para onde segue depois de estudar no Americano Batista e no Ginásio Pernambucano, fica amigo de Francisco Brennand. Todos os seus irmãos – Saulo, João, Lucas, Marcos, Germana, Beta, Selma e Magda – agora estão estabelecidos na cidade.

1947 – Ariano escreve sua primeira peça de teatro: Uma mulher vestida de sol. O texto conquista o prêmio Nicolau Carlos Magno, do Teatro do Estudante de Pernambuco (TEP), mas nunca estreia – só em 1994 seria adaptado para a TV. Concebe Cantam as harpas de Sião, que reescreveria uma década mais tarde, como O desertor de Princesa. Ainda em 1947, um ano depois de promover uma cantoria popular no Teatro de Santa Isabel, Ariano começa a namorar com Zélia de Andrade Lima, na festa de aniversário de uma amiga em comum.

1952 – Depois de duas temporadas em Taperoá, para onde fora com o intuito de se curar da tuberculose que contraíra no Recife, Ariano volta a Pernambuco e começa a trabalhar no escritório do jurista Murilo Guimarães. É um jovem advogado que ao lado de Gastão de Holanda, José Laurênio de Melo, Aloísio Magalhães, outros bacharéis em Direito, e a Orlando da Costa Ferreira, para montar, três anos depois, O Gráfico Amador, uma sociedade que imprimiria cerca de trinta livros em sete anos. O primeiro, a sair em 1955, é Ode, de Ariano Suassuna.

1955 – No ano anterior, Ariano desistira da carreira na advocacia, literalmente queimando seus livros de direito, e escrevera O rico avarento, baseado em uma peça de mamulengo. Mas é atendendo a uma encomenda do TEP que ele gradualmente se afasta da seara trágica para incorporar elementos mais cômicos a seu teatro. Surge o Auto da Compadecida, que estrearia em setembro do ano seguinte, para um Santa Isabel sem muito público.

1957 – Casa-se com Zélia em 19 de janeiro. Terão seis filhos: Joaquim, Maria, Manuel, Isabel, Mariana e Ana. Auto da Compadecida é encenado no I Festival de Amadores Nacionais, da Fundação Brasileira de Teatro, no Rio de Janeiro e ganha a medalha de ouro da Associação Brasileira de Críticos Teatrais. Ariano vence o prêmio Vânia Souto de Carvalho com O casamento suspeitoso, montada pela Companhia Sérgio Cardoso, com direção de Hermilo Borba Filho, em São Paulo; e a medalha de ouro da Associação Paulista de Críticos Teatrais por O santo e a porca.

1967 – Completa uma década como professor na Universidade Federal de Pernambuco, onde lecionou Teoria do Teatro, Estética e Literatura Brasileira no Centro de Artes e Comunicação e História da Cultura Brasileira no mestrado em História da UFPE. É membro fundador do Conselho Federal de Cultura, do qual fará parte até 1973. No ano seguinte, funda também o Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco, que integrará até 1972. E, em 1969, é nomeado diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE pelo reitor Murilo Guimarães. Ficará no cargo até 1974.

1970 – Em 18 de outubro, o concerto Três séculos de música nordestina – do arroco ao Armorial e uma exposição de gravura, pintura e escultura lançam o Movimento Armorial. Desde 1969 Ariano se juntara a Capiba, Guerra Peixe, Jarbas Maciel e Clóvis Pereira em busca de uma música erudita nordestina que se amalgamasse a seu teatro; à poesia de Deborah Brennand, Janice Japiassu, Marcus Accioly e Ângelo Monteiro; à gravura de Gilvan Samico; e romance de Maximiniano Campos. Publica poesias inéditas no volume O pasto incendiado.

1971 – É publicado o Romance d’a pedra do reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta pela editora carioca José Olympio; Ariano vinha se dedicando à obra desde 1958. A história narrada por Dom Pedro Dinis Quaderna se passa na Paraíba de 1930, e retoma fatos reais, como a tragédia da Serra do Catolé, onde fica a verdadeira Pedra do Reino. O livro tem 635 páginas e passaria mais de três décadas fora de catálogo, sendo reeditado somente em 2004, pela mesma editora. Ainda em 1971, A pena e a lei sai pela Livraria Agir.

1975 – O então prefeito do Recife Antônio Farias coloca Ariano como Secretário de Educação e Cultura, cargo que exercerá até 1978. Pela Editora Universitária, da UFPE, publica Iniciação à estética. No Diario de Pernambuco publica os folhetins de Ao sol da onça Caetana, primeiro livro de O rei degolado. A parceria com o Diario segue até 1977, com o fim d’As infância de Quaderna e o início de artigos dominicais (A confissão desesperada). Ainda no Diario, Ariano, em 1981, escreve uma carta “pedindo sossego”, intitulada Despedida.

1990 – Em 9 de agosto, Ariano é empossado como sexto ocupante da cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, para a qual havia sido eleito um ano antes. Vai à posse com um fardão feito por Edite Minervina, costureira recifense, e com bordados criados por Cicy Ferreira, do Clube das Pás. No discurso, cita Os sertões e Euclides da Cunha. “Se queremos, mesmo, encontrar um caminho para nosso país, temos que segui-lo, levando adiante, na medida das forças de cada um, a chama iluminadora daquele que foi e continua a ser a obra fundamental para o entendimento do Brasil”.

1995 – No terceiro governo de Miguel Arraes, assume a Secretaria de Cultura do Estado, onde ficará até 1998. Dentro do programa de trabalho, cria o conceito de aula-espetáculo, que o levaria a percorrer teatros, escolas, congressos e centros culturais do país inteiro, às vezes acompanhado de uma trupe de músicos e dançarinos, outras vezes sozinho. Festeja cinco décadas de vida literária e, ao participar da III Cavalgada à Pedra do Reino, é coroado Cavaleiro da Pedra do Reino. Da UFPE, de onde se aposentara desde 1989, recebe o título de professor emérito.

2002 – A escola de samba carioca Império Serrano escolhe como tema de seu carnaval Aclamação e coroação do imperador da Pedra do Reino Ariano Suassuna. Ele desfila na Marquês de Sapucaí, ao lado de Zélia, da sambista Dona Ivone Lara e do vaqueiro Zeca Miron, de São José do Belmonte. Vem também dessa pequena cidade uma plateia de 150 pessoas, que viajou de ônibus para ver o escritor e participar do desfile. Recebe, ainda neste ano, o prêmio nacional Jorge Amado de Literatura e Arte, concedido pela Secretaria de Cultura e Turismo da Bahia.

2007 – Pela segunda vez, assume o cargo de Secretário de Cultura de Pernambuco, no governo de Eduardo Campos, neto de seu amigo Miguel Arraes (falecido em 2005). Isso ocorre nove anos depois de se despedir da vida pública e política, em carta publicada nos jornais, para se dedicar ao novo livro. Convoca artistas populares para assessorá-lo na secretaria. Comemora bodas de ouro com Zélia e acompanha as comemorações dos seus 80 anos, que incluem homenagens, novas publicações e a exibição da microssérie A pedra do reino, de Luiz Fernando Carvalho.

2011 – Torna-se secretário da Assessoria ao Governador.

2013 – Sofre infarto do miocárdio e posterior derrame e permanece internado por seis dias no Hospital Real Português. Em dezembro, volta a realizar aulas-espetáculo, após quatro meses de recuperação.

2014 – Ariano foi o homenageado do Galo da Madrugada, no Carnaval do Recife. Em abril, também recebeu homenagem na 2ª Bienal do Livro de Brasília. A escola de samba Unidos de Padre Miguel informou que o escritor será tema do desfile de 2015, com o enredo O cavaleiro armorial mandacariza o Carnaval, escrito pelo carnavalesco Edson Pereira.

MATÉRIA ESPECIAL DO DIÁRIO DE PERNAMBUCO AO MESTRE ARIANO SUASSUNA.