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“Há dois grandes circos armados por Deus: a vida e a morte. Os que têm fé afirmam que o da morte é limpo, asseado. Já a realidade é uma velha atriz cansada, com a maquilagem agressiva e a mania de dar más notícias”

Por Simão Mairins

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Desde ontem, terça-feira, 12 de agosto, escrevi e apaguei três vezes um comentário que estava tentando fazer sobre a participação de Eduardo Campos no Jornal Nacional. Minha impressão foi de que os entrevistadores estavam mais preocupados com o efeito retórico de suas perguntas do que com os impactos das respostas para os eleitores. Queria dizer também que fiquei com a sensação de que os questionamentos, com construções e entonações temperadas com estupidez e fanfarronice, podem ter contribuído para irritar quem sabia do que eles estavam falando e enganar quem não sabia. Mas, agora, nada disso fará mais muito sentido.

Não fará sentido porque ninguém vai se importar com isso agora. E não fará sentido porque aquela noite ficará para sempre nos arquivos da história por outros motivos. O primeiro deles é o fato de ter sido o último registro de uma aparição pública de Eduardo Campos. Mas, mais que isso, foi um paradoxal adeus, que jamais poderia ser cogitado, nem mesmo pelo mais exímio leitor de entrelinhas, naquela que foi a primeira vez em que pode falar, sem as firulas das peças publicitárias, diretamente para todos os brasileiros. O país custou a acreditar e parece ter entrado em um estado de choque coletivo. Mas aquele acredito no Brasil era um estou indo embora.

Aquele avião que caiu em Santos era o de Eduardo Campos. Não, na verdade, é o que estão dizendo, mas não dá para saber ainda se é verdade. É, realmente, era o avião dele, mas ninguém sabe ainda se ele estava dentro. Disseram que algumas pessoas sobreviveram. Os aliados estão preocupados e confirmaram que desde o início da manhã não têm contato com o candidato. Tem um jornal e uns canais dizendo que ele morreu mesmo. Um deputado do partido confirmou. Morreu.

O luto pela morte de Eduardo foi para o primeiro lugar dos trending topics do Twitter, os canais de TV suspenderam a programação para cobrir o caso, os portais só estamparam notícias sobre esse assunto e, nos feeds de notícias do Facebook, nenhuma outra coisa conseguiu atenção.

Até agora, os motores de busca e monitores de redes sociais da equipe de comunicação da campanha do PSB devem estar catalogando cada palavra que é dita sobre o partido, a candidatura e, consequentemente, mesmo que sem querer, a tragédia. Burros, como toda máquina, devem estar explodindo em notificações de que as ações de ontem foram bem sucedidas. Não deu tempo de desligar.

Hoje deveria ser um dia de avaliação e estratégia. O dia seguinte àquele em que o candidato chegou mais perto. O amanhã do ontem em que entrou na casa dos brasileiros para conversar tête-à-tête e colocar sua desenvoltura de quem nasceu e se criou na política a serviço de seu maior desafio.

Sem sombra de dúvidas, nunca escreveram, falaram, leram ou ouviram tantas vezes o nome Eduardo Campos em um intervalo de tempo tão curto. Quem, até hoje, só sabia que ele era uma foto que aparecia na terceira posição dos gráficos das pesquisas de intenção de votos, agora sabe um pouco mais e – não duvido – pensa que até poderia vir a lhe dar seu voto.

No fim das contas, com exceção da tragédia, hoje aconteceu tudo que Eduardo Campos mais queria, mas jamais poderia – com a racionalidade que lhe parecia peculiar – considerar factível.

Já fiz várias críticas a certas posturas suas e não pretendia, pelo menos em primeiro turno, votar nele. Desconfiava do seu modus-operandi político agregador, que arregimentou quase todos os políticos de Pernambuco para sua base. E via uma grande contradição em seu discurso fervorosamente crítico a práticas das quais ele mesmo não conseguiu ou quis fugir.

Mas dei o braço a torcer, também, para reconhecer seus méritos. Foi um bom administrador, que contribuiu bastante para elevar o patamar da educação em Pernambuco, por exemplo. No âmbito partidário, deu relevância ao PSB, que deixou de ser um partido nanico, cresceu expressivamente em todo o país e chegou a 2014 como uma ameaça forte à hegemonia PT/PSDB no Brasil, que já dura 20 anos.

Minha relação com sua figura é um tanto esquizofrênica. Mas, ao mesmo tempo, acredito que suficientemente racional ao ponto de não permitir paixões nem ódios. Nesse momento de dor, a única coisa que me compete é o respeito.

Como escreveu seu pai, o escritor Maximiano Campos, no conto As Feras Mortas, “há dois grandes circos armados por Deus: a vida e a morte. Os que têm fé afirmam que o da morte é limpo, asseado. Mas ninguém, ainda, conseguiu sair dele e voltar para contar”. Já a realidade “é uma velha atriz cansada, com a maquilagem agressiva e a mania de dar más notícias”.

E ele continua, dizendo que no circo da vida “obrigam a gente a entrar na jaula do leão, dar saltos mortais, aplaudir os palhaços, ser o palhaço, e tudo isso sem repouso, mudando sempre de lugar”.

Agora, nem mais ator, palhaço, domador de leões ou dono do circo. Foi embora do picadeiro. Sumiu no escuro da cúpula da tenda quando subia para seu último salto. Ali, tão perto. Tão longe. Mortal.

 

Artigo publicado Originalmente no Portal Administradores

 

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Planalto decreta luto de 3 dias pela morte de Eduardo Campos

NOTA OFICIAL

O Brasil inteiro está de luto. Perdemos hoje um grande brasileiro, Eduardo Campos. Perdemos um grande companheiro.

Neto de Miguel Arraes, exemplo de democrata para a minha geração, Eduardo foi uma grande liderança política. Desde jovem, lutou o bom combate da política, como deputado federal, ministro e governador de Pernambuco, por duas vezes.

Tivemos Eduardo e eu uma longa convivência no governo Lula, nas campanhas de 2006, 2010 e durante o meu governo.

Estivemos juntos, pela última vez, no enterro do nosso querido Ariano Suassuna. Conversamos como amigos. Sempre tivemos claro que nossas eventuais divergências políticas sempre seriam menores que o respeito mútuo característico de nossa convivência.

Foi um pai e marido exemplar. Nesse momento de dor profunda, meus sentimentos estão com Renata, companheira de toda uma vida, e com os seus amados filhos. Estou tristíssima.

Minhas condolências aos familiares de todas as vítimas desta tragédia.

Decretei luto oficial de 3 dias em homenagem à memória de Eduardo Campos. Determinei a suspensão da minha campanha por 3 dias.

Dilma Rousseff

Eduardo Campos morre na mesma data que Miguel Arraes

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Do NE10

Eduardo Campos nasceu em 1965, neto de um grande nome da política nacional, o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes. Iniciou a vida política ainda na década de 1980, ao lado do avô. Foi candidato a prefeito de Recife, já foi deputado Federal e ministro da Ciência e Tecnologia no primeiro mandato do presidente Lula. O acidente que vitimou Campos aconteceu no mesmo dia da morte do avô, Miguel Arraes: 13 de agosto de 2005. 

Em 2006 se lançou como candidato ao Governo de Pernambuco, numa campanha em que aparecia nas primeiras pesquisas em posições pouco favoráveis. Com o início da campanha foi ganhando espaço e desbancou Humberto Costa,  candidato do PT, à época e chegou ao segundo turno, quando disputou e saiu vitorioso na disputa com Mendonça Filho (DEM). 

Eleito para um segundo mandato em 2010, o governador apresentou a maior eleição na história da democracia brasileira: mais de 80% dos votos válidos para governador em Pernambuco foram para Campos.

O socialista, presidente do PSB, deixou cargo de governador no início de 2014 para se dedicar à campanha presidencial, entrando em embate direto com o PT, que começou ainda no pleito municipal de 2012, quando o partido socialista decidiu lançar candidato próprio para Prefeitura de Recife. Em novembro de 2013, o PSB resolveu entregar todos os cargos que ocupava no governo federal, deixando de vez a base governista. 

Recentemente, Eduardo Campos desferia várias críticas à presidente Dilma Rousseff (PT),  porém sempre se mantendo com reservas ao falar do ex-presidente Lula, um de seus padrinhos políticos. 

Campos se lançou candidato a presidente numa chapa com a ex-ministra do meio ambiente, Marina Silva (PSB/REDE), terceira colocada na eleição presidencial de 2010, quando conquistou 20 milhões de voto.

Marina foi impedida de criar sua própria legenda por falta de assinaturas. A chapa de Campos e Marina aparece nas pesquisas de intenções de voto na terceira colocação.

 

Leia também:

Acidente » Morre o ex-governador e candidato à presidência Eduardo Campos

Eduardo minimiza crescimento de Dilma em pesquisa

Blog Interior Informa

Campos reúne aliados em convenção no DF

Tanto o governo quanto a oposição procuraram destacar dados positivos a seu favor da pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira no jornal “Folha de S.Paulo”. Para o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o crescimento de Dilma Rousseff é uma tendência que vai se consolidar aos poucos, à medida que a população reconhecer o trabalho que o governo vem fazendo. Já o presidenciável do PSB, Eduardo Campos, minimizou a subida de Dilma.

Ele afirmou acreditar que, a partir do momento em que se tornar mais conhecido, conseguirá atrair os votos dos eleitores que desejam mudança. O candidato defendeu que ainda há um “nível de desinteresse muito grande na sociedade” pelo debate sucessório e que, quando a eleição se aproximar, e sua aliança com Marina se tornar conhecida, a dupla vencerá a eleição. O tucano Aécio Neves preferiu destacar que a pesquisa indica que haverá segundo turno e que sua distância para Dilma diminuiu nessa comparação.

Do Jornal Vanguarda

Blog Interior Informa.

Desempenho em Pernambuco desqualifica candidatura de Eduardo Campos à presidência

POLÍTICA

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Pernambuco piorou sob Eduardo Campos. Não há porque imaginar que faria melhor, governando o Brasil. É sua performance que deve ser avaliada, e não sua juventude ou “novas idéias”. Não cabem debates vazios sobre Marina Silva, e sua suposta santidade ou suposto fundamentalismo. Marina pode e deve ser avaliada – inclusive por associar sua força política a um gestor tão medíocre. Mas é o currículo de Campos que precisa ser esquadrinhado agora.

Eduardo tem 48 anos. É formado em economia. Nunca trabalhou na iniciativa privada. Com 21 anos, em 1986, foi ungido chefe de gabinete de seu avô, Miguel Arraes. Em 1990, 25 anos, se elegeu deputado. De lá para cá só fez política. Governa o estado desde 2007. Conquistou o eleitorado como herdeiro político de Arraes, três vezes governador de Pernambuco; Eduardo foi secretário da fazenda, em uma das gestões. Vem sendo apresentado como candidato moderno e independente, próximo de empresários e ambientalistas, de tucanos e petistas. Não quer ser do contra. Diz que é capaz de “fazer melhor”.

Se é mesmo, porque não fez em Pernambuco? O discurso de Campos não resiste a uma brisa de realidade. A reportagem de Murilo Camarotto, do Valor, é um tufão. Camarotto fez um levantamento detalhado dos dois últimos censos da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (Pnad), e cruzou com dados dos ministérios da Saúde e Educação. Ouviu especialistas em Pernambuco. Escreveu uma reportagem de uma página. O texto é de jornal, sóbrio. As conclusões são arrasadoras para a candidatura de Campos.

A maior parte dos indicadores sociais de Pernambuco não subiu na gestão Campos. Diversos caíram. O estado caiu no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Ficou estagnado em expectativa de vida. Dos 23 estados brasileiros, Pernambuco está em 17º no Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Subiu somente um degrau desde 2005, um ano antes da eleição de Campos. No ensino médio se manteve em 17º, no período. O estado é o 8º com mais analfabetos. É o 16º em acesso a abastecimento de água, 19º em consultas médicas por habitante, e por aí vai.

A desculpa que é estado nordestino e pobre não justifica. Pernambuco teve performance pior que vários estados nordestinos. E foi dos estados que mais recebeu verba federal – recebeu mais de 2 mil obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC.

A reportagem de Camarotto aponta melhora em alguns poucos indicadores. Mas revela um fato surpreendente. Explica porque o PIB pernambucano cresceu tanto (5,1% ao ano entre 2006 e 2012) e sua população continua com uma vida tão difícil. A professora da Universidade Federal de Pernambuco, Tatiane de Menezes, se baseia no chamado Índice Sintético de Pobreza Multidimensional para dar seu veredito sobre o governador. O índice agrega dados de acesso ao conhecimento e ao trabalho, disponibilidade de recrusos, desenvolvimento infantil, vulnerabilidade e condições habitacionais.

No Nordeste, Pernambuco foi o segundo estado que  menos baixou este indicador entre 200 e 2010. Sua posição no ranking da pobreza “multidimensional” inclusive subiu, de oitavo para sexto lugar. Segundo a economista, o crescimento do PIB se deu através de uma industrialização forçada, que atrai fábricas dando muitos benefícios fiscais e recursos do estado. “O PIB fica acima da média nacional”, diz Tatiane, “mas vai para poucos empresários.” E as melhores vagas, segundo ela, vão para trabalhadores que vêm do Sul e Sudeste. São fatia cada vez maior da população economicamente ativa de Pernambuco. Os pernambucanos não têm qualificação para estas vagas, justamente as melhor remuneradas.

Importante dizer que a violência caiu. Caiu 5,5% ao ano entre 2008 e 2013. Pernambuco foi dos poucos estados que conseguiu reduzir a violência no período. E com isso tudo, ainda é o segundo estado mais violento, com 38 assassinatos para cada cem mil habitantes, ficando apenas atrás de Alagoas.

A performance de Eduardo Campos faz as gestões pedestres de Aécio Neves e Dilma Rousseff parecerem brilhantes. Minas e Brasil avançaram muito mais que Pernambuco. Aliás, a maioria dos vizinhos de Pernambuco no nordeste também avançaram muito mais. Campos conquistou a avaliação de governador mais bem avaliado do Brasil à custa de factóides e relações públicas, que não resistem à análise fria dos dados.

O trabalho de Murilo, correspondente do Valor em Recife, é nova prova de que ainda há espaço – e necessidade – para o bom e velho jornalismo, investigativo e analítico. E demonstra que o Brasil não tem terceira via nas eleições de 2014. Por enquanto.

Matéria Original do r7

Blog Interior Informa

Eduardo Campos diz que, se precisar, deixa Marina para eleger Paulo Câmara

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Apesar de ter passado 70 dias de fora da pré-campanha do afilhado político Paulo Câmara (PSB) na disputa pelo Governo do Estado por estar se dedicando à própria disputa para a Presidência da República, o ex-governador Eduardo Campos (PSB) afirmou nesse domingo (15) que, se preciso for, deixa a ex-senadora Marina Silva, que será sua vice na disputa presidencial, fazendo campanha sozinha para fazer de Câmara governador.

“Se alguém duvidava do que seria esta eleição, essa dúvida acabou. Este time aqui vai fazer a maior vitória de um governador na história da política brasileira. E se alguns questionavam se eu não viria a Pernambuco nesta eleição, eu digo a vocês que estão com Paulo. Quando vocês me pedirem para vir aqui, seja por um dia ou uma semana, feriado ou não, eu deixo Marina onde estivermos fazendo nossa campanha e venho para cá. Estarei presente em Pernambuco durante o tempo que precisar”, afirmou.

Campos aparece em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto nacionais, mas tem reiterado que vai crescer a partir de agosto. Em Recife, onde é conhecido, o socialista mostrou animação com a disputa.

“O jogo do Brasil está jogado. O Brasil terá um novo presidente no ano que vem. E eu escolhi o Estado do qual sou filho para dizer o seguinte pela primeira vez: ele será um pernambucano, como vocês. Saio daqui mais fortalecido do que em 2006″, afirmou, em referência à própria eleição para governador.

Do Blog de Jamildo

Blog Interior Informa

Ex-Governador causa polêmica ao postar uma foto em rede social, enquanto Pernambuco vivia caos

Imagens// Rede Social//  OGlobo// NE 10

Imagens// Rede Social// OGlobo// NE 10

No terceiro dia de greve da Polícia Militar de Pernambuco, o caos se instaurou na Região Metropolitana e em municípios do interior. Sem o policiamento nas ruas, grupos de vândalos arrombaram lojas e saquearam mercadorias, pondo em alerta a população e levando diversos órgãos e instituições a suspenderem suas atividades.

Enquanto tudo isso ocorre, e logo após a decretação de ilegalidade da greve e suspensão das negociações por parte do governo, Eduardo Campos, ex-governador e pré-candidato à presidência da república, posta foto em rede social titulada “São Paulo, lá vamos nós”, durante voo para São Paulo, na imagem feita em Brasília, Campos aparece ao lado da mulher, Renata, e do filho Miguel, de quatro meses. Não demorou para as alfinetadas surgirem e o político logo excluir a imagem de sua página, mas não adiantou, a foto já circulava pelas redes sociais gerando criticas amargas quanto à (des)preocupação do presidenciável.

O Jornal de Londrina divulgou alguns comentários feitos pelos seguidores de Campos.

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“Pernambuco pegando fogo e o sr nem aí…”, “o Recife sendo destruído, e o governo diz que não pode aumentar o salário da polícia” e “Eduardo acaba com essa greve é melhor para sua candidatura” .
“Enquanto isso PE está um caos, PM em greve, arrastão a todo momento, onde vamos parar?”, escreveu outro seguidor de Campos.

Blog Interior Informa

Eduardo Campos visita Manaus e fala de alternativas econômicas no AM

Agenda em Manaus também abordou Polo Industrial de Manaus. Presidenciável afirma que ‘construção da BR-319 sofre impasse político’.

Campos falou sobre alternativas econômicas para o estado (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)

Campos falou sobre alternativas econômicas para
o estado (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)

O pré-candidato à Presidência da República , Eduardo Campos (PSB), cumpriu programação em Manaus nesta sexta (25). Ao G1, o presidenciável disse que o partido deve propor programa de governo que inclua a manutenção da Zona Franca de Manaus (ZFM) e a construção da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho). O ex-governador de Pernambuco aproveitou para falar sobre alternativas econômicas para o estado. Eduardo Campos recebeu o Diploma de Mérito Cidade de Manaus, durante a manhã desta sexta-feira, na Câmara Municipal da capital.

Campos foi ministro de Ciência e Tecnologia em 2004 e 2005 durante o governo do então presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ex-governador de Pernambuco também foi três vezes deputado federal.

Apesar de dizer que o projeto ZFM deve ser apoiado, Eduardo também acredita em outras alternativas para a economia do Amazonas. “A Zona Franca [de Manaus] foi uma conquista do Brasil, mas precisamos pensar também em outras formas de gerar trabalho, como o polo naval e fitoterápico. A gente tem que pensar no apoio às atividades tradicionais como a pesca”, declarou o presidenciável.
Sobre a rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho), o presidenciável diz que há um “impasse” no cenário político brasileiro entre os que querem e os que não querem a construção da estrada que liga o estado amazonense ao restante do país.
“Um dos gargalos mais importantes para o desenvolvimento é a questão logística. Temos que sair desse impasse e construir a ligação terrestre do estado com o Brasil”, declarou o ex-governador de Pernambuco. O pré-candidato evitou falar sobre movimentações para alianças políticas estaduais, mas afirmou torcer por um “diálogo mais fraterno” entre bases de partidos em nível nacional e no Amazonas.

Do G1

Blog Interior Informa

Eduardo deixa Governo e Lyra assume

Google Imagens

Google Imagens

Aqueles que folhearam as páginas de jornais desta manhã certamente não deixaram despercebidas as diversas homenagens dedicadas ao – até hoje – Governador do Estado, Eduardo Campos. Amigos, empresários, partidaristas, lideranças políticas… não pouparam esforços para prestar seu apoio ao socialista nessa nova batalha rumo ao Palácio do Planalto, ressaltando as qualidades de seus pouco mais de sete anos de mandato.

Sendo o quarto governador de Pernambuco a renunciar o cargo para disputar outro posto político, Eduardo é o primeiro destes a concorrer à Presidência da República. Ontem sua carta de renúncia foi entregue à Assembleia Legislativa de Pernambuco, ALEPE, e hoje seu vice, João Lyra, será empossado em solenidade na Câmara dos Deputados. Com 58% de aceitação entre os pernambucanos, Campos é tido como o segundo governador mais bem avaliado do país, atrás apenas de Omar Aziz, do Amazonas.

Sua gestão foi marcada pelo crescimento industrial no estado, o que fez com que Pernambuco tivesse um PIB (Produto Interno Bruto) acima da média nacional. Além da constatada diminuição da violência (Recife foi uma das duas únicas capitais nacionais a registrar essa queda).

Porém, como nem tudo são flores, todo esse alto investimento não foi acompanhado pelo desenvolvimento na qualidade da educação. Com mais de 40% de seu corpo docente em regime de contrato temporário, Pernambuco amargava o 3º pior índice brasileiro, acima apenas do Maranhão e Alagoas, em ranking divulgado pelo site Em Cima da Hora, em 11/03/2014, que teve por base uma avaliação nacional. Aliado a isso está o segundo pior salário pago a essa classe (cerca de R$ 1.209,00), ficando bem atrás inclusive dos mesmos Maranhão (com R$ 3.263,38) e Alagoas (com R$ 2.089,99).

Mas o esperado é que, caso chegue à Presidência, o neto de Arraes possa não repetir tais discrepâncias em escala nacional.

Eduardo lança candidatura no dia 14 com Marina de vice, diz Folha de S. Paulo

POLÍTICA

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O governador Eduardo Campos (PSB) deve lançar a sua candidatura presidencial no dia 14 de abril, em Brasília, e já apresentar como vice a ex-senadora Marina Silva (PSB). Ao menos é o que diz reportagem do jornal Folha de S. Paulo deste sábado (29). Outros detalhes como horário e local ainda estariam sendo definidos pelo PSB.

Na próxima sexta-feira (4), Eduardo deve renunciar ao comando do Estado em favor do vice-governador João Lyra Neto (PSB) para se dedicar à campanha presidencial. De acordo com a coluna Painel, entre a renúncia e o lançamento da candidatura, Campos deve passar por um período “sabático”, dedicado à família.

Segundo a Folha, o lançamento da candidatura teria sido confirmado pelo deputado federal Beto Albuquerque, que é líder do PSB na Câmara e um dos articuladores nacionais de Eduardo. A ideia inicial seria que o governador intensificasse a agenda de percorrer o País após o anúncio.

No programa de TV do PSB que foi ao ar na última quinta (27), Eduardo já deu a dica de que a aliança eleitoral ocorrerá entre ele e Marina. “O povo brasileiro já sabe o que quer, ele quer é mudar. Ainda não sabe é que nós estamos juntos para ajudar nessa mudança”, afirmou, em dado momento.

No site Mudando o Brasil, mantido pelo PSB e pela Rede, há um encontro programático regional marcado para ocorrer em Brasília; porém, ao contrário dos demais, sem anúncio de data. As reuniões já ocorreram em Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador, e chegam a Manaus no dia 26.

Do Blog de Jamildo

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